Voltei a caminhar… e dessa vez, lendo!
É mais ou menos isso… desde mudei de emprego venho planejando a minha volta para as atividades físicas. Até agora arrumei diversas desculpas: novos horários, possível mudança de casa, horários do marido, preguiça, falta de compania, chuva, sol, noite, obrigações domésticas, enfim…

Nesta segunda-feira me deu um estalo e resolvi tornar a minha atividade física a mais conveniente e inadiável possível. Pra quem conhece um pouco de Brasília vai entender melhor…

Desde terça-feira saio daqui do trabalho na Av. L2 Sul e vou a pé até a Rodoviária do Plano Piloto ;D
Não é genial!?! caminho plano, arborizado, nada deserto, não tão perigoso, com calçadas e sinais para pedestres… cara, nada de errado… fala sério?!

Esse já é um trajeito meio que obrigatório pra eu pegar um ônibus ou metrô (“vazios”) pra chegar em casa (atual e nova). Tenho gastado em média 50 minutos caminhando. Uma delícia!

Terça-feira, foi o meu primeiro dia e tentei observar tuuuuuuudo o que via pelo caminho… coisas muito interessantes que vou começar a compatilhar com vocês via twiiter (@manimaria)… Mas ao mesmo tempo, senti minha mente e pensamentos muito soltos enquanto caminhava e por isso resolvi ocupá-la e focá-la em alguma coisa… e me achei nos audiobooks ;D para este tipo de atividade solitária, não tem nada melhor…

Durante esta semana estou “lendo” O vendendor de sonhos de Augusto Cury e grifo aqui um trecho interessante do livro sobre esse lance de observação e esvaziamento da mente com equilíbrio:

“Quem não desenvolve a arte de observar tem uma inteligência superficial e uma humanidade rasteira. Pode vir a ser um depósito de informações, mas nunca construirá grandes ideias.

Só desenvolverão a arte de observar se aprenderem a mais difícil arte do intelecto humano.

A arte de aquietar a mente. Mentes que outrora foram brilhantes viveram uma vida medíocre porque não aquietaram seus pensamentos. Grandes escritores, notáveis cientistas, magníficos artistas plásticos dilaceraram sua inspiração porque tiveram uma mente agitada. Os pensamentos, as imagens mentais e as fantasias que podem alçar vôo da criatividade também podem, quando excessivos, lhe cortar as asas, furtar a intuição e a engenhosidade.”